segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rabiscos digitais - 02

Mais uma semana do meu treinamento rápido de pintura digital nas horas vagas diante da tela do PC. Dessa vez foram menos de sete horas, quase duas a mais do que o tempo da semana passada. Ainda é demais para simples rabiscos quaisquer, eu sei, mas acredito que vou demorar para desenvolver uma técnica realmente ágil... Ô, se vou!

Aos poucos vou tentando adicionar mais tons à minha pintura para não deixá-la com um aspecto colorido muito óbvio... Mas o sombreamento que tenho empregado ainda está fraquinho. Acho que também está faltando brilho... He, he, se eu for contar as falhas não vou parar mais, então é melhor eu considerar os pequenos progressos que vão acontecendo em minha arte digital.

Agora, talvez seja melhor me dedicar a alguma composição específica nessa outra semana que está começando ao invés de ficar apenas rabiscando coisas aleatórias. Já que estou conseguindo deixar o truque do grayscale de lado e pintando apenas com um pincel simples em combinação com a paleta de cores, pode ser que eu não encontre mais tantas limitações na hora de transmitir minhas idéias para a pintura.

Por ora, é só isso... Vou procurar preparar algo além desses rascunhos toscos para postar por aqui.

Até!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rabiscos digitais - 01

É, isso mesmo, simples rabiscos feitos digitalmente com uma tabletzinha... Nada muito pretensioso, portanto. A intenção é apenas desenvolver algumas técnicas para trabalhar com arte digital, algo que eu já devia estar fazendo desde que adquiri minha mesa digital, há cinco meses atrás. Já faz um tempinho desde que postei por aqui as duas (e únicas) pinturas que cheguei a concluir de verdade até o momento, e nesse tempo eu bem que poderia ter pintado bem mais na tela do PC, né...

O problema é que minha imperícia para lidar com coisas tais quais a teoria das cores (e a preguiça de estudar isso também) acabou me afastando desse tipo de arte, algo que apenas começou a mudar quando passei a me sentir meio que inferiorizado ao me deparar com o trabalho de caras mestres em arte digital como um tal de André Raqsonu. Mas uma outra pessoa que me impressionou por suas artes e me deu importantes dicas sobre colorização no PC foi a Taís Fantoni. Assim, seguindo a premissa da técnica dela, de nome grayscale, comecei a fazer rascunhos rápidos no PaintTool SAI em preto e branco, aplicando posteriormente sobre eles uma camada especial de tons coloridos. Como tenho menos dificuldade para lidar com tons de cinza do que com cores de verdade, esse truquezinho me serviu que foi uma maravilha.

É evidente que minha técnica e agilidade para lidar com a arte digital ainda têm muito a se aperfeiçoar, mas pelo menos consegui sair da inércia com esse treinamento cujo resultado inicial estou postando por aqui. E fiquei animado com isso, o que me levou a criar uma pasta específica em minha galeria no DA para ir adicionando novos testes assim que possível, daqui em diante. Claro que esses também serão postados no blog.

Inda chego lá!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reflexões Artísticas DC - 04

E aqui estou eu de volta com mais uma reflexão-artística-DC-blablablá-tosca-qualquer! Absurdo... eu levei mais de vinte dias para dar continuidade (por escrito) a esses pensamentos sobre minha arte. Devo admitir que meu ritmo para desenhar diminuiu mais do que o normal desde o início desse mês, e eu tenho retornado aos velhos rascunhos inacabados de sempre. Sinal de involução, claro, mas é que continuo preocupado com alguns outros assuntos que nada têm a ver com a arte. Aqueles tais empecilhos da vida, sabe como é... Espero que essa situação melhore logo.

Contudo, apesar dessa aparente inércia, nesse tempo de quase um mês que passou tentei ao menos estudar as possibilidades quanto aos caminhos que devo seguir nesse 2012. Uma das conclusões as quais cheguei foi a necessidade de investir mais em desenhos experimentais e utilizando ferramentas variadas, como forma de explorar estilos diversos que me permitam trabalhar da forma mais natural e ágil possível, isso é, sem a costumeira exigência elevada do meu perfeccionismo. Não é uma conclusão realmente nova, mas fico intrigado com a minha teimosia em já não ter levado isso a sério há mais tempo. O fato é que se eu quiser progredir de verdade nesse 2012 terei que me arriscar mais em explorar idéias novas, conceitos diferentes, e parar de exigir tanto de mim mesmo como se ainda acreditasse que possuo um "poder artístico oculto supremo" que poderia aflorar a qualquer instante, me fazendo utilizar de toda a minha sabedoria em qualquer trabalho que eu viesse a fazer (tem um pouco de ironia aí, mas eu acreditava nessa história, há tempos).

Enfim, falando agora dos três desenhos acima... Eu havia começado a rabiscar aquela garota ali aleatoriamente em uma folha avulsa qualquer, em um daqueles momentos onde a única meta é desenhar algo que possa ficar legal e que saia o mais rápido possível. Isso após um dia comum de frustrações, sem sucessos obtidos com sessões de rascunhos em um treinamento supostamente despretensioso. E para minha surpresa, consegui obter um resultado satisfatório, mas que apenas foi percebido após o desenho ter sido escaneado e ido parar na tela do PC. É curioso isso, pois estranhamente eu sempre vejo meus desenhos melhor na tela... Deve ser o efeito hipnótico dos pixels. Bom, então alguns dias depois resolvi arte-finalizar com caneta esferográfica Bic simples, e aí apliquei os tons de cinza no PaintTool SAI. Essa arte poderia ter sido postada há semanas, mas apenas nesses últimos dias criei coragem para escrever um texto que completasse a postagem.

E é isso aí... Desenhos à lápis, à caneta ou coloridos digitalmente - ainda que sejam em preto e branco. São essas as três opções iniciais à minha disposição para que eu dê início ao meu trabalho com quadrinhos nesse ano de 2012. Com uma arte ágil em combinação com um roteiro simples, não terei desculpas para permanecer adiando minhas primeiras tentativas de criar HQs, após tanto tempo longe delas.

Até logo!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Light in the Darkness...

Essa é Sofia, uma apreciadora do verdadeiro rock'n roll... Eu tive a grata surpresa de encontrá-la aqui no Deviant Art há pouco tempo, por acaso, e na primeira vez que visitei a página dela fiquei impressionado com uma belíssima foto que estava sendo usada como sua ID... Uma pequena imagem, em baixa resolução, mas que me encantou de uma forma incrível. Também fiquei surpreso ao notar seu excelente bom gosto musical... Afinal, ela conhece muito mais bandas de heavy metal do que eu, he, he! Além disso, foi muito gentil comigo, sendo que me tornei meio que um fã de sua pessoa.

E foi assim ela me trouxe toda a inspiração que estava me faltando para desenhar um retrato - que é algo que não faço com frequência, até por achar trabalhoso demais, mas que dessa vez não pôde ser tão complicado, devido à minha inspiração. Dessa forma, em uma semana consegui desenhar o rosto dela copiando com um lápis 2B aquela sua foto que tanto me encantou (veja clicando aqui), especialmente visando o seu aniversário nesse dia 5 de janeiro. Terminei o trabalho após mais de quinze horas de desenho à lápis e mais duas de edição no Corel Photo-Paint X5.

Desejo à Sofia muitas felicidades, e espero que ela goste do desenho que fiz, um singelo presente para ela, minha musa.

Até mais!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Way to the Ultimate Battle!

Street Fighter II... Um dos games que mais joguei, em meu antigo videogame portátil Game Boy "tijolo" Advance - console esse que hoje está guardado a sete chaves como uma relíquia do passado. Sempre fui fã da série, e quando Street Fighter IV saiu, há uns dois anos atrás, claro que eu quis jogá-lo em meu computador, aproveitando o milagre da produtora Capcom em resolver lançar uma versão do jogo para PC além das costumeiras versões para videogames. Mas apesar de na época eu estar com um computador novo, não consegui fazer o bendito do SFIV rodar em minha máquina por não ter uma placa de vídeo que prestasse (ela era onboard). Com essa frustração, o game ficou guardado até que eu enfim decidisse comprar uma plaquinha offboard razoável - o que aconteceu apenas recentemente.

Aí sim... Finalmente pude cair na porrada usando um joystick do tipo Dual Shock (de PlayStation)! E digo que nunca vi game mais caprichado e divertido do que esse, apesar de não ter jogado muitos títulos até hoje. Os gráficos de Street Fighter IV são belíssimos... Especialmente os da segunda versão lançada para PC (terceira para consoles de mesa), Super Street Fighter IV Arcade Edition. Um colírio para os olhos dos artistas, em especial, com modelos 3D estilizados impecáveis e cenários cheios de vida, combinados com uma animação fluida, expressiva e realçada com inúmeros efeitos de luz e com cores vibrantes. Então, passados quase dez anos desde que conheci o clássico Street Fighter II, SFIV logo se tornou o melhor game de luta que já joguei, e até mais do que isso... Portanto, viva à Capcom!

Mas ignorando esse relato inútil de fã (he, he), o desenho acima foi a composição mais trabalhosa que encarei até agora usando a tablet, embora eu não pudesse sequer prever esse trabalho todo quando comecei a rabiscar de qualquer jeito o lutador Ryu na tela do PaintTool SAI. A verdade é que a idéia inicial era desenhar algo simples mesmo... E de forma tão rápida quanto possível.

Porém, conforme eu fui desenhando a arte foi se tornando complexa, com a adição do cenário e da grande quantidade de detalhes que foram se acumulando no processo. Embora não seja exatamente difícil desenhar pedras, rochas e afins, essas coisas exigem um bom tempo para serem detalhadas, além de uma paciência de Jó. Fora isso, a aplicação de camadas de tons em cinza utilizando cores chapadas foi tão trabalhosa que desconfio que uma pintura digital não exigiria tanto do meu tempo. Ô, peleja!

Enfim, depois de aproximadamente 18 horas divididas irregularmente entre 40 dias desde que comecei a desenhar o Ryu, aí está a arte digital em sua versão final... Meu singelo tributo à maior série de games de luta de todos os tempos.

A propósito, desejo um feliz ano novo para os desenhistas da blogosfera por aí! E que esse 2012 seja melhor para todos aqueles que lutam para alcançar suas metas.

Até!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Reflexões Artísticas DC - 03

Bom, aí está mais uma folha de desenhos que consegui rabiscar em apenas um dia, em seis horas e dez minutos de peleja, no total. Apesar da trabalheira toda, ao término do serviço até pude considerar que valeu a pena, por mais que isso não faça com que meu desempenho nessa simples página de quadrinhos possa ter uma significância tão grande. Afinal, para um quadrinista profissional algo assim deveria sair em cerca de duas horas, né. Mas tive a idéia de recorrer aos quadrinhos para poder tratar desse assunto que mesmo com sua extrema importância não tem merecido minha atenção como era para merecer.

É fato que desenhar histórias em quadrinhos é um desafio até quando se tem diversas idéias boas para serem empregadas num roteiro. Há tempos penso que se eu soubesse desenhar tudo o que fosse necessário para as histórias mirabolantes que pudesse imaginar, começaria logo a trabalhar não apenas em uma, mas em várias HQs ao mesmo tempo. Teria liberdade para esboçar sem problemas todas as maluquices que vislumbrasse e ainda as arte-finaria com maestria, com uma caneta técnica deslizando rapidamente sobre o papel quase que com o auxílio de mágica. Porém, chegar ao ponto de conseguir desenhar "tudo o que fosse necessário" em HQs, em si, já não significaria pouca coisa, indicando a exigência de muitíssimo estudo e prática.

Por outro lado, aprender a escrever bem e descrever cenas incríveis com uma habilidade quase poética também não é suficiente para dar origem a roteiros completos. É preciso ter a capacidade de visualizar cenas, saber o que colocar em cada quadro, preencher corretamente os espaços disponíveis em uma página, atribuir ritmo e harmonia às sequências, diagramar bem e tudo mais. Portanto, para um roteirista, ao meu ver, é praticamente vital saber desenhar ao menos um pouco. Pode-se dizer então que um quadrinista de verdade é aquele cara super inteligente e habilidoso da peste, capaz de compor obras de artes tanto visuais quanto literárias.

Eu já insisti demais em me aperfeiçoar no desenho, especialmente em matéria de anatomia, proporções, assim como insisti em melhorar meu traço, minha arte-final, lidando com canetas técnicas que no início em minha mão escorregavam e faziam traços tremidos como se eu tivesse Parkinson. Com todo o tempo absurdo que passei desenhando visando o aperfeiçoamento, passou a hora de começar a pôr em prática meus planos de fazer quadrinhos de verdade, autorais. E hoje estou aqui, possuindo uma técnica que não é nada perfeita, não tendo a consistência ideal, mas que no mínimo demonstra um certo nível qualidade para me permitir, pelo menos... pelo menos dar início ao trabalho em algumas páginas de quadrinhos, usando de idéias modestas para criar uma história despretensiosa, que simplesmente me faça sair da estaca zero para originar algo apresentável. Por mais que eu precise recorrer aos desenhos rabiscados à lápis como fiz ali.

Que isso é perfeitamente possível, é... Seja como for, as reflexões não param por aqui, na última postagem de 2011. Até breve, gente.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Reflexões Artísticas DC - 02

"Ela tem um visual estranho que as pessoas geralmente vêem como 'largado', 'desleixado'... Mas que sempre hesitam em comentar qualquer coisa do tipo estando em sua presença, devido aos rumores sobre a personalidade violenta dessa garota - mais conhecida por um de seus pseudônimos, Lucy-Anne."


Essa é personagem principal de um dos meus projetos de quadrinhos, Trivial Sparring 99x (ou apenas TS-99X)... Mais um dos que atualmente estão em pausa, numa fila de espera que ainda não sei por quanto tempo irá se estender.

Em minha postagem anterior escrevi um texto tratando um pouco acerca das dificuldades que tenho encontrado para desenhar, mas que não ficou claro o bastante. Pois bem, agora vou tentar esclarecer isso um pouco melhor.

Embora não seja simples explicar como meus problemas com desenho estão dificultando meu projetos, começo dizendo que a fase artística ruim pela qual estou passando não tem a ver com exigências exageradas da minha parte com relação a minha técnica - como se eu já soubesse desenhar o bastante e apenas estivesse choramingando à toa diante de todo o conhecimento que adquiri até hoje. Não sou emo!

A verdade é que há momentos onde nem mesmo tentando desenhar algo simples eu consigo me contentar com os resultados que obtenho, não importa o quanto considere a simplicidade natural inerente a eles. Minhas sessões de desenho têm sido tediosas e frustrantes por não resultarem em ideias ou progressos satisfatórios - o que me fez perguntar para onde diabos foi meu interesse pela arte.

Nesse ponto, não importa quantas técnicas eu possa dominar ou as possibilidades que elas permitem para fins diversos como as histórias em quadrinhos. Tudo fica parecendo complicado demais, além de exaustivo. Então mesmo que eu recorra àquela explicação da postagem anterior de que tenho a obrigação de desenhar bem porque já estou treinando para tal há tempo demais e tal, acabo chegando à conclusão de que meu problema não é necessariamente falta de técnica, mas sim de incapacidade de utilizar devidamente o que sei para um fim maior.

E é justamente aí que entra a questão da organização mental... Preocupações várias e até mesmo reles distrações vêm me tirando o foco que eu deveria manter na arte, e desse modo não tenho conseguido resolver empecilhos nem de um tipo, nem de outro. Por isso decidi começar a escrever sobre essas coisas como estou fazendo aqui, e ir postando desenhos rápidos junto com minhas reflexões toscas. Ainda que isso por si só não me garanta boas respostas, pelo menos assim de alguma forma me comprometo a explorar minha inteligência para encontrar meios de destruir o maldito bloqueio artístico que está me prejudicando.

Ah, e para finalizar, pelo menos já posso dizer que a idéia das "Reflexões Artísticas DC" conseguiu me motivar um pouquinho a levar meus desenhos além dos rabiscos iniciais... Essa arte acima e a da postagem anterior foram feitas cada uma em um dia, em aproximadamente três horas de trabalho (cada uma também). OK, pode parecer que não tenho quaisquer motivos para comemorar, mas definir dois rascunhos para receberem uma arte-final nesse tempinho aí, dadas as circunstâncias atuais, já foi um certo récorde para mim.

Até logo mais.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Reflexões Artísticas DC - 01

Pois é... Está tudo parado por aqui, hein. Uma vergonha... Sinto dizer que atualmente meus projetos estão em pausa, e até meus progressos enquanto artista parecem ter cessado, mesmo após os vários meses de um treinamento constante que encarei. O foco das metas importantes parece ter sido perdido, e assim o tempo vai passando sem ser devidamente aproveitado. O que há agora é um momento de indefinição, de incertezas com relação ao meu futuro...

OK, tem um tanto de exagero aí. Mas na verdade já estou ciente de que essa fase ruim só vai piorar se eu não começar a reorganizar as coisas em minha mente. Para tanto, acredito que a escrita pode me ajudar legal, de alguma maneira... Quero desabafar um pouco. Sair dessa situação temporária patética e estúpida depende apenas de uma simples iniciativa minha. Portanto, daqui em diante vou iniciar uma série de postagens de desenhos rápidos, como rascunhos, acompanhados de textos breves (ou não) acerca das minhas reflexões artísticas.

Então, começando... Ultimamente andei preocupado pensando no quanto a técnica de desenho que possuo ainda é instável. Claro que é uma mera opinião pessoal, e algumas pessoas podem não concordar comigo - afinal, cada artista mede suas verdadeiras capacidades independentemente de análises alheias, sendo que o olhar dos outros tende a ser otimista, restrito. Então, minha impressão é a de que os estudos e treinos, em suma, jamais foram suficientes para me fazer compreender de verdade as estruturas das formas que posso rabiscar no papel.

Normal, porém me incomoda muito que ainda hoje eu cometa, por exemplo, erros grotescos de proporção e perspectiva que quase nunca percebo de imediato. Somente depois de analizar e revisar uma série de vezes algum desenho é que noto que há imperfeições que não poderiam existir e coisa e tal. Sei que não posso ser um desenhista perfeito, mas os erros que considero grosseiros não poderiam existir em minha arte - pelo menos não em um ou outro estilo específico que desejo aperfeiçoar ao máximo, como o realista. Eu estou há tempo até demais buscando pela estabilidade da minha técnica, e isso explica minha preocupação.

Seja como for, devo admitir que sempre acabo me esquecendo que o desenvolvimento de um estilo de desenho próprio obrigatoriamente passa por todas as qualidades e defeitos da técnica de um artista... Com a vantagem de poder utilizar até mesmo dos vícios para originar novas representações de figuras diversas. Tudo acaba se rendendo a um mundo de "instabilidade estável", ou seja, de erros que ganham um toque de graça e se transformam em acertos, assim como os acertos maiores que se convertem em acertos menores, mas excelentes por ganharem a sofisticação de um estilo.

Apesar de tudo isso, não consigo me conformar com a possível consistência de estilizações de formas ou traços. Não é o bastante para o nível que verdadeiramente procuro alcançar, sem contar que não é a simplificação em meus desenhos que poderá torná-los melhores do que aparentam ser hoje. Creio que o caminho do realismo representa a evolução técnica derradeira, e não poderia ser diferente. Se eu já vivi uma boa parte da minha vida pela arte, então que venha o nível mais elevado de conhecimento técnico que um artista pode alcançar! Ou quase isso, sabe.

Mas enfim, pensando mais um pouquinho, o fato é que eu já devia ter percebido que ficar obcecado por técnicas que ainda não posso dominar não me fará valorizar o que aprendi em minha trajetória de aperfeiçoamento até aqui... Ao invés disso, me deixará permanentemente frustrado e inerte diante de objetivos tão relevantes quanto a criação histórias em quadrinhos. Esse papo é algo que vai continuar merecendo minha reflexão, até que eu venha a chegar a uma conclusão equilibrada sobre quais caminhos e atalhos trilhar rumo aos limites da minha capacidade de desenhista. Enquanto isso não acontecer, vou continuar tentando esmerilhar meus conhecimentos acerca da arte por aqui.

Até mais, pessoal. E me descupem por meu texto meio confuso... Eu me expresso mal demais da conta em certos casos, mas ainda vou melhorar nisso aprendendo a escrever direito.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sketchbook DC 02

 É, o ano de 2011 já está acabando... O tempo passa depressa mesmo. Ainda mais para quem não consegue aproveitá-lo ao máximo, né. E eu sei que nem cheguei perto de alcançar todos os progressos que julguei possíveis de acontecer em minhas previsões no final de 2010. Seja como for, pelo menos estou certo de que desenhei bem mais nesse 2011, obtendo resultados mais promissores com minhas sessões de treinamento... Também comecei a ganhar um dinheirinho desenhando retratos e afins, o que foi importante.

Cerca de 40 composições foram adicionadas ao blog e à minha galeria no Deviant Art desde o mês de janeiro... Entre desenhos à lápis, caneta esferográfica ou técnica, e coloridos à lápis ou digitalmente. Até que foi bastante, levando em conta meu ritmo de trabalho. Claro que ainda preciso continuar aperfeiçoando minha técnica para alcançar o nível ideal, mas pelo menos já consigo ver minha arte como tendo um nível satistafório que me aproxima cada vez mais das páginas de quadrinhos, as quais há muito estão para sair das idéias guardadas na gaveta.

Enfim, como não tenho nenhuma outra composição pronta (por enquanto), resolvi escanear novamente algumas das páginas do meu caderninho de desenho e juntar tudo em uma só imagem para postar... E aí está. A seleção é de coisas rabiscadas durante o mês de outubro. Faltaram os desenhos à lápis, mas posteriormente vou providenciar algumas artes feitas com esse material para postar separadamente.

Por ora, é isso... Até breve.

domingo, 20 de novembro de 2011

Reflexões vãs quaisquer

"Blame and lies...
Contradictions arise.
Blame and lies...
Contradictions arise.

Nonconformity in my inner self.
Only I guide my inner self."

Pois é... Já tinha passado da hora de eu desenhar um auto-retrato novo. De tempos em tempos faço isso, apesar de ser meio besta ficar desenhando eu mesmo. Mas se for ver, todo artista tem seu lado "vaidoso", né. Bom, alguns chegam a ser um tanto narcisistas, até (não é meu caso, nem), mas enfim... Isso não importa nem um pouco, ha, ha.

Ignorando o blabablá do parágrafo acima... Ultimamente venho pensando em voltar a escrever alguma coisa para postar aqui no blog - algo além de textos para acompanhar meus desenhos. Antigamente eu fazia isso, visando um modo de melhorar minha escrita e tal, mas acabei parando com o passar dos dias, semanas e meses. Na verdade, realmente já faz bastante tempo que não me dedico direito à escrita, mesmo nas horas vagas. Houve épocas onde eu digitava bastante, tagarelando acerca de assuntos vários em arquivos de texto diversos que hoje estão meio desaparecidos no HD do meu computador. Também escrevia alguns pequenos contos... E até poemas.

Posteriormente abandonei as sessões mais sérias de escrita e passei a escrever apenas ocasionalmente coisinhas rápidas - ou textos longos, repetitivos e pouco consistentes. Então quase não progredi enquanto "escritor" por causa dessa minha falta de interesse em exercitar minhas palavras. Mas eis que agora penso em retornar à escrita a fim de escrever algo mais importante do que simples parágrafos desconexos ocasionais. Bom, não que eu realmente possa escrever textos bacanas de verdade, do nada... O que posso fazer é ir tentando, apenas, ainda que os resultados iniciais não passem de bobagens advindas de minha reflexões. Vamos ver...

Ah, e o desenho acima foi feito digitalmente, no PaintTool SAI, em aproximadamente 8 horas de trabalho divididas em vários dias.

Até.